quarta-feira, 3 de março de 2010

Histórias que não são minhas...apenas por mim descritas...

Ele disse-lhe que sentira a sua falta.

Ela não acreditou. Achou ingénuo fazê-lo...era demasiado pefeito, e isso não existe.

Cometeu um erro! Um único, singular e solitário lhe bastou, para que ela se enganasse redondadamente. Os olhos dele não lhe permitiam mentir. Ela evitou olhar para eles, com medo do que eles pudessem revelar.

Eram apenas sentimentos de amor eterno e saudade de outrora. Ele sentira a falta dela...durante seis longos anos, todos eles passados à sombra dos momentos que formavam o passado, mais feliz do que o presente.

Ela não acreditou! Fingiu que nada tinha sido dito ou confessado. Tudo lhe era estranho e aquele homem, alí, inerte e cheio de uma certeza mergulhada numa dúvida profunda que o consomia, não podia dizer-lhe assim, por outras palavras, que a amava.

Ele por outro lado, viu a alegria de um reencontro esperado desvanecer quando ela , por entre palavras curtas e frias, fúgiu e se refugiou num lugar grandioso, mas que a ele não lhe era permitido entrar.

Aceitou. Durante toda a sua vida enfrentara o que de pior um ser humano pode enfrentar, esta dor, mais uma por entre tantas outras, era grande e não passava...mas ele aceitou.

Viriam a conviver, melhor do que pensaram, pior do que alguma vez quiseram.

...

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