sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Conclusão

Existem coisas sobre as quais se gosta de escrever, outras não. Existem os textos engraçados, tristes, detestáveis, e existem os textos das nossas vidas.
Quando começo a escrever penso: é este! Vai ser este o texto da minha vida! E naquela altura até pode ser, até que chega o dia me que será outro. O mais importante é que cada palavra é um suspiro de adrenalina, de entusiasmo.
Textos, para muitos, não passam de meras palavras, ligadas entre si por meio de conjunções e interjeições, que terminam com pontos finais ou que começam com uma letra maiúscula. Para mim os textos e as palavras são estados de alma, presentes que a nossa mente nos consegue oferecer.
Não sou um génio! Não sou o Fernando Pessoa no feminino nem uma aprendiz de Sophia de Mello Breyner. Mas tal como Manuel Alegre ama a sua pátria, eu amo a escrita e tudo o que ela me dá.
Aprendi, não a esconder sentimentos, mas a passá-los para o papel. Aprendi que não faz mal chorar, apenas não o podemos fazer por duvidar daquilo que somos e do que somos capazes de fazer. Aprendi que ninguém é mais do que ninguém, e que o ar de superioridade ostentado por alguns, é facilmente destituído por uma palavra no momento certo. Aprendi que somos aquilo que queremos ser.
Durante toda a minha vida admirei pessoas que eram especiais pelos talentos que tinham. Sempre quis poder enquadrar-me nesse grupo específico de talentos, poder dizer que sabia fazer alguma coisa que outras pessoas não conseguiam. Tempos houve em que deixei de me sentir motivada...deixei de procurar o talento que tanto admirava nos outros, dentro de mim. Felizmente houve quem o encontrasse. Não é brilhante, nem genial, mas para mim chega.

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